Valora PPPModelagem econômico-financeira beta

Modelagem Econômico-Financeirapara Concessões e PPPs

Do custo de capital à TIR e VPL do projeto, da dívida e do acionista em um só modelo: premissas, projeções, demonstrações e relatório técnico conclusivo, com cada número rastreável até sua origem.

O objetivo do Valora PPP é tornar a boa modelagem um bem público: transparente, replicável e acessível.

Estruturar concessões sólidas exige rigor analítico, mas esse ferramental não pode ficar restrito a poucos centros de decisão ou grandes consultorias. Quando a modelagem se torna uma barreira de entrada, projetos viáveis deixam de avançar com a clareza necessária.

  • Rigor Acessível

    Modelagem de padrão institucional e robusto ao alcance de qualquer entidade decisora, sem depender de estruturas inacessíveis.

  • Replicável e Escalável

    Um método consistente aplicado a diferentes contratos e setores com o mesmo rigor, permitindo padronização e comparação direta.

  • Conhecimento Compartilhado

    Um ambiente colaborativo onde as melhores práticas analíticas se acumulam, eliminando o isolamento e as falhas de planilhas dispersas.

  • Da Estruturação ao Controle

    Uma linguagem comum entre quem projeta, investe e fiscaliza, sustentada por premissas abertas, transparentes e números auditáveis.

Para todas as concessões, de Ferrovias à Iluminação Pública

O Valora PPP aplica a teoria econômico-financeira moderna a todos os setores, facilitando e democratizando o acesso a modelagens confiáveis e de alto nível técnico.

Ferrovias

Carga e passageiros, com receitas por tipo de serviço.

Rodovias

Pedágio, receitas acessórias e ciclos de investimento.

Saneamento

Água e esgoto, com metas de universalização no Capex.

Iluminação pública

PPPs com contraprestação e modernização do parque.

Parques

Bilheteria, concessões de uso e manutenção.

Aeroportos

Tarifas aeroportuárias, receitas comerciais e expansão por fases.

Portos

Arrendamentos e terminais, com movimentação por tipo de carga.

Hospitais

PPPs de construção e gestão, com contraprestação por desempenho.

Resíduos sólidos

Coleta, triagem e destinação, com receitas por tonelada.

Mobilidade urbana

Metrô, VLT e BRT, com tarifa e demanda de passageiros.

Foto de Dalmo Silveira

Quem está por trás do Valora PPP

Dalmo Silveira

Economista com mais de 15 anos de experiência em engenharia de custos e finanças, com foco em metodologias de composição de Capex e Opex, formação de preços e modelagem econômico-financeira de projetos de infraestrutura.

  • Engenharia Econômica e Financeira · UFG
  • MBA em Finanças, Transporte e Logística · Ibmec
  • MBA em Gestão de Negócios · USP
  • MBI Ferroviário · Senai SP
  • Modelagem Econômico-Financeira · FIPE (em curso)
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A origem do Valora PPP

Tudo começou com meu TCC na pós-graduação em Engenharia Econômica e Financeira da UFG. A pergunta era direta, mas desafiadora: o beta setorial de Damodaran, adotado quase como padrão na modelagem de concessões, reflete de fato o risco de uma ferrovia brasileira?

Ao comparar o parâmetro global com o beta empírico das ações da Rumo na B3, o impacto ficou evidente: a média internacional superestimava o risco operacional em 10% e elevava o custo de capital próprio em 1,2 ponto percentual. Em contratos de 30 anos, essa distorção altera completamente a viabilidade financeira e o equilíbrio do projeto.

Com a tese validada pela banca, decidi automatizar o cálculo do custo de capital em Python. À medida que o código tomava corpo, integrei a formação em modelagem econômico-financeira da FIPE e expandi a estrutura: Capex, Opex, receita, inflação e tributos, todos conectados dinamicamente ao WACC. Em seguida, incorporei demonstrações contábeis, indicadores de retorno e relatórios automatizados.

Assim nasceu o Valora PPP: o rigor da pesquisa acadêmica transformado em uma ferramenta prática para modelagem e análise de viabilidade de concessões.

Dalmo SilveiraEconomista, criador do Valora PPP

  1. O TCC na UFG

    Beta de Damodaran contra beta empírico no CAPM ferroviário. Nota 10.

  2. O primeiro módulo

    Custo de capital automatizado em Python: CAPM, beta e WACC.

  3. O curso da FIPE

    Entram Capex, Opex, receitas, inflação e tributos, ligados ao custo de capital.

  4. As demonstrações

    DRE, fluxos de caixa, TIR, VPL e relatório técnico.

  5. Valora PPP

    Pedido de registro de marca depositado no INPI e sistema aberto a projetos reais.

Um fluxo contínuo e intuitivo, das premissas ao resultado.

Cada etapa alimenta a seguinte. Você informa as premissas e o sistema monta as demonstrações e os indicadores de viabilidade.

  1. Input: Capex, Opex, Receita

    Receitas por linha com seus tributos, Opex importado de planilha e Capex por rodada de investimento.

  2. Custo de Capital

    Ke pelo CAPM, beta setorial de Damodaran, custo da dívida e WACC.

  3. Financiamento e Outorga

    Dívida por rodada de Capex, outorga fixa e variável e outorga de equilíbrio.

  4. Projeções e Cenários

    Inflação, depreciação, capital de giro e tributos ao longo de todo o prazo, com cenários de premissas.

  5. Demonstrações

    DRE, fluxo de caixa livre, fluxo do acionista, DFC e balanço.

  6. Resultados e Relatórios

    TIR e VPL do projeto, da dívida e do acionista, com relatório técnico em PDF e exportação para Excel.

Por dentro do Valora PPP

Cada premissa alimenta o motor de cálculo, que monta as demonstrações e os indicadores. Passe o mouse ou toque num bloco para ver de onde vêm e para onde vão os números.

Fluxograma do motor do Valora PPPPremissas alimentam o custo de capital e o motor de cálculo; o motor gera as demonstrações; as demonstrações e as taxas de desconto geram os indicadores, a sensibilidade, a outorga de equilíbrio e o relatório.PremissasCusto de capitalMotor de cálculoDemonstraçõesResultadosPrazo do projetoInflaçãoCapex e Re-CapexReceitasOpexTributosOutorgaAlavancagemBeta setorialCusto próprio (Ke)Custo da dívida (Kd)WACCDepreciaçãoFinanciamentoOperaçãoIR / CSLLCapital de giro (NIG)Direito de outorgaDREFCL (FCFF)FCDFCADFCBalançoVPL e TIR do projetoVPL e TIR do acionistaSensibilidadeOutorga de equilíbrioPainel e relatório
  • Fluxo de dados
  • Taxa de desconto
  • Recálculo do modelo
Arraste para o lado para ver o fluxo completo.

Feito para ser auditado

Um estudo de viabilidade é lido por quem precisa conferir. O Valora PPP segue a boa prática de modelagem, não os atalhos das planilhas.

  • Modelo em valores reais

    Premissas reais do início ao fim, com o efeito da inflação tratado onde ele de fato existe: depreciação, créditos tributários e capital de giro.

  • Tributação brasileira no lucro real

    IR e CSLL calculados numa base única, com tributos sobre a receita definidos por linha de atividade.

  • Contas que fecham

    Fluxos de caixa reconciliados entre si, DRE coerente com o caixa e balanço equilibrado.

  • Relatório que embasa a decisão

    Premissas, demonstrações, gráficos e indicadores num documento técnico pronto para análise.

Referências bibliográficas

A modelagem do Valora PPP se apoia na teoria clássica de finanças, na literatura de avaliação e project finance e nas normas contábeis e tributárias brasileiras.

Trabalho de base

Origem do módulo de custo de capital

SILVEIRA, Dalmo. Comparação entre beta setorial de Damodaran e beta empírico da Rumo S.A. no CAPM ferroviário brasileiro. 2026. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização em Engenharia Econômica e Financeira Aplicada aos Negócios) – Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2026.

Ler o trabalho (PDF)

Risco e custo de capital próprio

Beta, CAPM e Ke
  1. MARKOWITZ, Harry. Portfolio selection. The Journal of Finance, v. 7, n. 1, p. 77-91, 1952.
  2. SHARPE, William F. Capital asset prices: a theory of market equilibrium under conditions of risk. The Journal of Finance, v. 19, n. 3, p. 425-442, 1964.
  3. LINTNER, John. The valuation of risk assets and the selection of risky investments in stock portfolios and capital budgets. The Review of Economics and Statistics, v. 47, n. 1, p. 13-37, 1965.
  4. MOSSIN, Jan. Equilibrium in a capital asset market. Econometrica, v. 34, n. 4, p. 768-783, 1966.
  5. HAMADA, Robert S. The effect of the firm's capital structure on the systematic risk of common stocks. The Journal of Finance, v. 27, n. 2, p. 435-452, 1972.
  6. DAMODARAN, Aswath. Damodaran Online: betas by sector. New York: NYU Stern School of Business. Disponível em: pages.stern.nyu.edu/~adamodar.

Estrutura de capital e WACC

Alavancagem, Kd e WACC
  1. MODIGLIANI, Franco; MILLER, Merton H. The cost of capital, corporation finance and the theory of investment. The American Economic Review, v. 48, n. 3, p. 261-297, 1958.
  2. KRAUS, Alan; LITZENBERGER, Robert H. A state-preference model of optimal financial leverage. The Journal of Finance, v. 28, n. 4, p. 911-922, 1973.
  3. BREALEY, Richard A.; MYERS, Stewart C.; ALLEN, Franklin. Principles of corporate finance. 10. ed. New York: McGraw-Hill/Irwin, 2011.
  4. ROSS, Stephen A.; WESTERFIELD, Randolph W.; JAFFE, Jeffrey F. Administração financeira. 10. ed. Porto Alegre: AMGH, 2015.

Avaliação e fluxos de caixa

FCL, FCA, VPL e TIR
  1. ASSAF NETO, Alexandre. Finanças corporativas e valor. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2014.
  2. ASSAF NETO, Alexandre. Valuation: métricas de valor e avaliação de empresas. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2017.
  3. SERRA, Ricardo Goulart; WICKERT, Michael. Valuation: guia fundamental e modelagem em Excel. São Paulo: Atlas, 2019.
  4. DAMODARAN, Aswath. Investment valuation: tools and techniques for determining the value of any asset. 3. ed. New York: John Wiley & Sons, 2012.
  5. DAMODARAN, Aswath. Valuation: como avaliar empresas e escolher as melhores ações. Rio de Janeiro: LTC, 2012.

Project finance e concessões

Financiamento, outorga e equilíbrio
  1. GATTI, Stefano. Project finance in theory and practice: designing, structuring, and financing private and public projects. 4. ed. London: Academic Press, 2024.
  2. BRASIL. Lei nº 8.987, de 13 de fevereiro de 1995. Dispõe sobre o regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos.
  3. BRASIL. Lei nº 11.079, de 30 de dezembro de 2004. Institui normas gerais para licitação e contratação de parceria público-privada.

Demonstrações e normas contábeis

DRE, DFC, balanço e outorga
  1. ASSAF NETO, Alexandre. Estrutura e análise de balanços: um enfoque econômico-financeiro. 12. ed. São Paulo: Atlas, 2020.
  2. GARRISON, Ray H.; NOREEN, Eric W.; BREWER, Peter C. Contabilidade gerencial. 14. ed. Porto Alegre: AMGH, 2013.
  3. CPC. CPC 03 (R2): Demonstração dos Fluxos de Caixa. CPC 04 (R1): Ativo Intangível. CPC 12: Ajuste a Valor Presente. Brasília: Comitê de Pronunciamentos Contábeis.
  4. CPC. ICPC 01 (R1): Contratos de Concessão. OCPC 05: Contratos de Concessão. Brasília: Comitê de Pronunciamentos Contábeis.

Tributação no lucro real

IR, CSLL e base fiscal
  1. BRASIL. Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995. Altera a legislação do imposto de renda das pessoas jurídicas e da contribuição social sobre o lucro líquido.
  2. BRASIL. Lei nº 9.065, de 20 de junho de 1995. Art. 15: compensação de prejuízos fiscais limitada a 30% do lucro real.
  3. BRASIL. Lei nº 12.973, de 13 de maio de 2014. Adequa a legislação tributária às normas contábeis convergidas.

Referências conforme a ABNT NBR 6023. Normas e leis em sua redação vigente.

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